sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Romana, Maria

O PASSADO E OS PRESENTE

Quando criança, brincava com outras crianças,
Jogava ao manecas e à corda;
Ao jardim da celeste,
Aos bailes de roda.
Frequentava a Escola Primária,
Levava puxões de orelhas e ficava de castigo, sem recreio! Diziam que eu era inteligente e exigiam muito de mim. Descontrolava-me e fazia tudo mal.
Lá vinha o insucesso escolar.
Já era crescidinha, uma mulherzinha
Frequentava o Curso Secundário e as lições de solfejo e piano,
                                      [fazia pequenos poemas.
De vez em quando, era repreendida e castigada por me ter
                                     [apaixonado por um miúdo da minha idade.
Só tive esse namorado!...
É com ele que estou casada.
Hoje, sou esposa, mãe, avó, mulher trabalhadora.
Estou cansada, mas feliz.

in Um Mundo Sensível,página 94
                                                   


POEMA BASEADO NA ESTROFE

"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente 
É dor que desatina sem doer."

                                        Camões


Amor é fogo, que arde sem se ver, 
Mas sente-se no coração palpitar. 
Provoca sofrimento e desalento 
Por esse sentimento de amar

É ferida, que dói e não se sente,
Mas percebe, quem tem o sofrimento
Por um grande amor, que ninguém sabe
E que se perde, em qualquer momento.

É um contentamento descontente 
Porque esse amor é infeliz.
Por isso é que no seu peito sente
A mágoa, que o destino quis.

É dor, que desatina sem doer,
Mas esse sofrimento é constante. 
Um amor, que teima em querer,
E que se encontra lá, bem distante...

in Mundo Sensível, página 10


Maria Romana trabalhou na escola secundária de Tomás Cabreira, nas últimas décadas do séc. XX como enfermeira escolar.


DO MUNDO DO MEU SENTIR..
AO MUNDO SENSÍVEL DO POETA!
Vibram dentro do mundo poético, nessa cascata que é a alma na imensa montanha do "Ser" às vertentes por onde corre o rio do "Sofrer", onde deslizam lágrimas e sorrisos, tristezas e alegrias, sonhos, anseios... que o poeta experimenta, sensações que o fazem vibrar, que desafiam à lira da alma as palavras do amor, com a musicalidade da vida, de tudo o que existe de mais belo na Natureza, sonhando aquém!...
Neste "UM MUNDO SENSÍVEL" de Maria.Romana, há um espaço onde o coração tem maior dimensão, onde se sente a espontaneidade do amor, do seu "querer" e do "ser" numa dualidade entre o "dar" e o "receber", dessa dimensão divina que partilha e que um poeta nos transmite.
"UM MUNDO SENSÍVEL" é uma viagem pelo universo da vida que há em si, que a leva (a autora) ao mar, esse mar que nos surge na magia do horizonte, tangendo o espaço infinito... que nos transporta ao mistério que é a alma na sua imensidão!... Em que o próprio mar nos convida à melodia, tal como o rio que corre ou a fonte, sentindo a sede de ser criança e o encanto da Natureza que na sua dádiva maior nos dá sempre o Natal do amor. A obra é um cântico, onde tudo isto se harmoniza na paisagem do Algarve de sol dourado.
A palavra que nos sai da alma, ligada à matéria, dá-nos muitas vezes, a música maravilhosa dos sentidos, em ligação com a palavra a imagem que o poeta nos dá, verdadeira tela que torna a Poesia uma verdadeira oficina de arte...
A poesia é um estado de espírito que alimenta a alma em que as suas nascentes para dar a beber a água pura, para matar a sede, terá de ser destilada no alambique do amor.
Irradia na obra da autora, um despertar de sonhos e realidades, de observadora atenta ao "Reino da Natureza", manifestando no seu "EU" a mais sublime missão de Amor ao próximo. O suave perfume duma flor, a beleza dos cânticos à terra, tornam claro o significado do seu "MUNDO SENSÍVEL". Apresentando na sua poesia formas que obedecem à "Oficina da Poesia" e não com o rigor do "Laboratório da Poesia"... No "MUNDO SENSÍVEL", há constelações em que a luz da alma ilumina o brilhante "Painel do Amor" em que a procura de si, é apanágio dos seus versos.
"UM MUNDO SENSÍVEL" é uma obra em que o poeta se veste da sinceridade e observadora atenta da vida e do ser humano e de tudo o que nos rodeia.
"UM MUNDO SENSÍVEL" ficará na memória dos tempos e no Arquivo dos Sentimentos. É dedicada a todos os que sentem esse Mundo!

MARIA JOSÉ VIEGAS CONCEIÇÃO FRAQUEZA
Fuzeta, 29 de Abril de 1991

in Um mundo Sensível, contracapa


Rosa, José António Pinheiro e


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EXTERIOR

          Simples ermida curada em 1518, a igreja de Santa Bárbara de Nexe é muito mais antiga do que isso, pois apresenta alguns elementos góticos, como gótico é o precioso relicário da Padroeira. Por isso não repugna atribuir-lhe como época de construção a primeira metade do século XV. Claro que muitas modificações tem levado ao longo da sua existência.
         Vemos-lhe hoje uma frontaria simples, encimada por um frontão de fantasia terminado por cruz de ferro, tendo nas duas extremidades as estátuas da Caridade e da Esperança. Porta com ornatos laterais terminada por frontão triangular em cujo tímpano há um escudo com o símbolo iconográfico de Santa Bárbara (uma torre entre .duas palmas enlaçadas por uma fita onde se lê: Santa Bárbara de Nexe 1893). Evidentemente a data refere-se à construção da porta, porque a frontaria em geral e todo o exterior devem ter sido remodelados logo depois de 1763, visto que o Visitador desse ano manda que se concertem os alpendres da igreja, se alargassem as frestas e «que no óculo que fica por cima da porta principal se lhe pique o lavor do meio que impede a entrada da luz». Suspeito que ineptamente se mandou destruir alguma formosa rosácea... com a petrofobia característica daquele século. E o resto devem ter sido as reparações dos estragos do terremoto de 1755, em que a igreja «sofreu alguma ruína na frontaria, torre e uma das naves».
         Sobre o escudo da porta devia haver uma coroa que foi partida. Faz sequência à porta uma janela do mesmo gosto e, certamente, da mesma época.
À direita de quem olha, à face da fachada, fica a torre sineira, a qual tem frestas quadradas e é de quatro olhais. O seu primeiro corpo tem cunhais de cantaria. O segundo cunhais fingidos. O eirado é de cimalhas elevadas em semicírculo com fogaréus aos cantos. A cobertura é em cúpula terminada por um botão e catavento.
           Ao longo da fachada lateral esquerda, uma casa que serviu de residência paroquial. Nas traseiras há dois contrafortes antigos com suas gárgulas. Do outro lado, encostaram à igreja uma casa, que tira muito da graça ao grande adro.
          A porta lateral tem a data: 1805. Junto dela havia duas pedras sepulcrais. Dizia a primeira: «Aqui jaz Joaquim de Brito nasceu a 22 de Outubro de 1880 e faleceu a 25 de Abril de 1882. José de Brito nasceu a 21 de Novembro de 1881 e faleceu ... de 1882».
           Dizia a segunda: «Aqui jaz o jovem António ... ... Alves da Costa
nasceo a 24 de Janeiro de 1863 faleceu a 19 de Agosto de 1881».
         Estas pedras, pelo recente calcetamento, foram removidas para o cemitério.
        Nas paredes do Templo, várias cruzes de via-sacra, em pedra.

In A Igreja de Santa Bárbara de Nexe, página 3 e 4



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Pinheiro e Rosa foi professor na  escola Industrial e Comercial de Faro nos anos 60 e 70 do século XX.
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Biografia

         José António Pinheiro e Rosa, igualmente conhecido por Dr. José António Pinheiro e Rosa (Faro, 5 de Maio de 1908 - Faro, 2 de Janeiro de 1995), foi um religioso, compositor, professor e escritor português.
         Nasceu em 5 de Maio de 1908, na cidade de Faro.
         Estudou no Seminário Diocesano de Faro, tendo sido nomeado como presbítero em 1930. Continuou nesta instituição, onde ensinou durante alguns anos, tendo igualmente exercido como capelão da Misericórdia de Faro, e como chanceler da Câmara Eclesiástica.
         Notabilizou-se como organista e compositor, tendo produzido várias músicas religiosas, e como estudioso da arte sacra no Algarve, tendo organizado várias exposições sobre este tema, destacando-se uma em Faro no âmbito das Comemorações Centenárias de 1940, e a Exposição do Escapulário, em 1951.
        Passou posteriormente ao estado laical, tendo casado, com autorização do Papa Paulo VI, com Violina de Maria Marreiros, da qual teve dois filhos.
        Participou em diversos congressos, destacando-se a sua intervenção no II Congresso Algarvio, em 1951. Como historiador, publicou vários livros, e colaborou, em seu nome ou com pseudónimos, na imprensa algarvia. Também exerceu como explicador, e ensinou no Colégio Gil Eanes, em Lagos, e na Escola Tomás Cabreira, em Faro.
         Ocupou igualmente a posição de director dos Museus Municipais de Faro e da Biblioteca Municipal, tendo sido o responsável pela reorganização destas instituições, e fundou e dirigiu os Anais do Município de Faro.
         Faleceu em Faro, no dia 2 de Janeiro de 1995.

Sarmento, Fátima Morais [Maria Mattos]

   Abril — Sinais da Memória

       A estrada fugia aos seus pés, o carro parecia voar com pressa de chegar ao seu destino. A velocidade do seu dia-a-dia continuava a comandá-lo mesmo quando se deslocava ao seu último refúgio para descansar da vida apressada que vivera anos a fio. O médico fizera-lhe um ultimato, dera-lhe poucas alternativas, por isso, Gabriel só pensava em voltar às suas origens, à casa dos avós maternos na Trofa. Fora lá que vivera toda a sua infância, a sua adolescência e sonhara com imensas coisas que nunca chegaram a acontecer. Ali estava ele, só e solitário, a necessitar de parar para que o seu pobre, mas grande coração, tivesse um pouco de paz e trabalhasse a um ritmo mais lento.

        Enquanto isso, o mundo tinha andado suspenso com a Guerra do Iraque, com as manifestações de contestação à guerra que se fizeram ouvir por todo o lado e com a opinião pública que tinha ganho importância política. Os argumentos a favor e contra tinham sido imensos, mas alguns dos prognósticos não se tinham verificado. O dia nove de Abril era o dia de todas as emoções, ele também travava a sua guerra pessoal, interior, sentindo apreensão, angústia, medo, expectativa e incertezas.

in Memórias do Olhar e do Sentir, página 9
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Para participar no concurso "Cont'Arte Audioleitura 2020" pode ler o excerto acima publicado  ou outro da obra da autora.
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Maria Mattos é professora da  Escola Secundária Tomás Cabreira desde meados da segunda década do século XXI 
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Biografia





       Maria  Mattos  nasceu em Aveiro, viveu a adolescência e parte da idade adulta em Lisboa.   Licenciou-se na Universidade Nova de Lisboa em LLM-Estudos Portugueses e leciona a disciplina de Português no ensino secundário.
     A escrita foi sempre uma grande paixão e aos 13 anos já confidenciava ao papel as suas maiores inquietações e memórias. Desde cedo que tentava perceber o porquê das coisas, sentindo-se sempre atraída pelo que lhe era estranho e longínquo. Busca, incessantemente,o sentido da vida e tenta ligar entre si as várias experiências que vai vivenciando. Sente-se impelida a estudar e a conhecer assuntos de cariz filosófico e místi
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        Memórias do Olhar e do Sentir é um relato de vidas, passadas e presentes, de um homem, de uma família, de um país e de um mundo.
       A narrativa inicia-se em Abril de 2003 e termina na noite de Natal do mesmo ano.
        Gabriel é um homem solteiro de 40 anos, engenheiro bem sucedido, que passa a maior parte do seu tempo no estrangeiro devido ao trabalho.
       Um problema de coração obriga-o a fazer uma pausa na sua vida agitada. Como vive na capital, a mãe sugere-lhe que vá descansar para o casarão da família, no norte do país, que ele tinha herdado após a morte da avó. Durante a semana que passa no casarão, recorda a infância e a adolescência, as memórias despertam-lhe sentimentos que julgava perdi-dos, mas que apenas estavam adormecidos dentro de si.
       Ao buscar-se a si próprio, revive a história dos seus antepassados e resolve mudar por completo a sua vida. Apaixona-se pela sobrinha do seu melhor amigo, uma mulher de 22 anos, com que vem a casar.   Ao modificar o seu quotidiano, altera o futuro de todos os que o rodeiam que também se reencontram com o verdadeiro sentido da existência



 in Memórias do Olhar e do Sentir, contracapa

Silva, Carlos






Os Herdeiros de Septem        Numa noite fria de outono, três mulheres – Maria, Marta e Manuela -, testemunham um fenómeno inexplicável e nove meses depois, elas tornam-se mães… Carlos, Alexandre e Diogo crescem juntos e, apesar de serem muito diferentes, partilham um segredo que os mantém unidos como irmãos…
           Carlos é um intelectual, leva uma vida calma e independente, até que subitamente a vida dele se transforma num pesadelo... Alexandre é vil e ganancioso, vive uma relação tempestuosa com a mãe e com o pai que, repentinamente, desaparece. O seu maior desejo é desposar Amanda e alcançar o que nenhum homem alguma vez julgou ser possível…
           Diogo é vizinho de Ofélia, uma mulher elegante e extremamente poderosa que aprecia a companhia dele. Contudo, ao reencontrar a encantadora Amanda, ele descobre um novo sentimento… Será que Amanda e Diogo vão ser felizes? Ou o fim dela é cair nos braços de Alexandre? E que aspiração é essa que Alexandre tanto deseja e que nenhum homem alcançou? 
             As respostas a estas e outras questões encontram-se nas linhas desta narrativa, onde o mundo da ficção se mistura com a realidade que, tem tanto de belo como de complexo.


In Os Herdeiros de Septem
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Para participar no concurso "Cont'Arte Audioleitura 2020" pode ler o excerto acima publicado  ou qualquer outro das obras do autor.
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Carlos Silva foi professor de Filosofia na Escola Secundária Tomás Cabreira no ano 2017-2018

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Biografia


 Carlos Silva nasceu na Figueira da Foz em outubro de 1974. Casou em 2002 com Anabela Costa Pereira, com quem teve uma filha, Joana Pereira da Silva. Estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e licenciou-se em Filosofia. Na sua juventude, sempre se fez acompanhar de livros, porém, só mais tarde é que despertou para a escrita. Foi professor no ensino secundário e publicou o seu primeiro romance em 2012 com o título A Última Pérola do Oceano e em 2014 publicou Os Herdeiros de Septem



Silva, Cavaco


Apesar das dificuldades, guardo boas recordações do tempo de estudante em Faro. Ainda hoje mantenho contactos amigos com companheiros dessa época e, quando olhamos para trás, é com muita alegria que o fazemos. As partidas que pregávamos no trajeto do comboio, os jogos de bola, matraquilhos, bilhar e pingue-pongue, as corridas no jardim da Alameda, contíguo à escola, com que ocupávamos as horas mortas antes e depois das aulas, tudo isso nos traz à memória uma espécie de inocência que as gerações actuais terão dificuldade em compreender. Tornei-me um exímio jogador de pingue-pongue e integrei a equipa da minha escola, que defrontava outras escolas do Algarve. O professor de Educação Física, Américo Nunes da Costa, um verdadeiro amigo da «malta», instigou em mim o gosto pela prática do desporto  e ainda hoje faz parte do grupo de amigos dessa época.


in Autobiografia Política de Aníbal Cavaco Silva

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Para participar no concurso "Cont'Arte Audioleitura 2020" pode ler o excerto  acima publicados  ou qualquer outro de Cavaco Silva.

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 Cavaco Silva professor, político, 1º ministro, Presidente da República foi  aluno do AETC (Escolas Serpa Pinto e Industrial e Comercial de Faro) nos anos 50 do século XX.

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Aníbal Cavaco Silva

Biografia

       Aníbal Cavaco Silva, nascido a 15 de julho de 1939, em Boliqueime, Loulé. É casado com Maria Alves da Silva Cavaco Silva. O casal tem dois filhos e cinco netos.
         Foi o 19º Presidente da República Portuguesa entre 2006 e 2016.
         Licenciado em Finanças pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, Lisboa, e doutorado em Economia pela Universidade de York, Reino Unido. Foi docente do ISCEF, Professor Catedrático da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa e Professor Catedrático na Universidade Católica Portuguesa.
         Foi investigador da Fundação Calouste Gulbenkian e dirigiu o Gabinete de Estudos do Banco de Portugal. Exerceu o cargo de Ministro das Finanças e do Plano em 1980-81, no Governo do Primeiro-Ministro Francisco Sá Carneiro, e foi Presidente do Conselho Nacional do Plano entre 1981 e 1984. Presidiu ao Partido Social Democrata (PSD) entre maio de 1985 e fevereiro de 1995.
         Foi Primeiro-Ministro de Portugal entre 1985 e 1995. Foi um protagonista ativo no processo de construção europeia, assumindo papel central em algumas grandes decisões, influenciando as opções inscritas no Tratado de Maastricht e garantindo a adesão do escudo ao Sistema Monetário Europeu, criando condições para a integração de Portugal no primeiro grupo de países da moeda única europeia.
         Da sua vasta obra publicada há a referir os livros O Mercado Financeiro Português em 1966, Economic Effects of Public Debt, Política Orçamental e Estabilização Económica, A Política Económica do Governo de Sá Carneiro, Finanças Públicas e Política Macroeconómica, As Reformas da Década, Portugal e a Moeda Única, União Monetária Europeia, Autobiografia Política, Volumes I e II, e Crónicas de Uma Crise Anunciada.
        As intervenções mais importantes produzidas como Primeiro-Ministro encontram-se reunidas nos livros Cumprir a Esperança (1987), Construir a Modernidade (1989), Ganhar o Futuro (1991), Afirmar Portugal no Mundo (1993) e Manter o Rumo (1995). 
           As intervenções mais importantes produzidas como Presidente da República encontram-se reunidas nos volumes Roteiros I a X.
           Doutor Honoris Causa pelas Universidades de York (Reino Unido), La Coruña (Espanha), Goa (Índia), León (Espanha) e Heriot-Watt (Edimburgo, Escócia), e membro da Real Academia de Ciências Morais e Políticas de Espanha, do Clube de Madrid para a Transição e Consolidação Democrática, da Global Leadership Foundation e do Instituto Internacional de Finanças Públicas.


Silva, Orlando Augusto da



lnsónia

O sono encurta
E a noite alonga,
Então sou náufrago
No mar obscuro da insónia
Onde o farol da vida
Ilumina o confuso
E confunde o presente
Que se afunda nas águas
Negras e profundas
Do pensamento confundido,
Nos destroços do naúfrágio
Deste mar de maré viva
Se afunda o real
E se perde a flor de sal.


P'la manhã outra miragem,
Olho defronte
Vejo a paisagem
Outro horizonte ...

&&&

Enfim

É mais efémero o ruido
Do aplauso
Que o silêncio da ternura,
Um permanece no olvido,
Outro fica quedo, perdura.


Orlando Augusto da Silva
IN "Flores e folhas de mim"
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Para participar no concurso "Cont'Arte Audioleitura 2020" pode ler um dos poemas acima publicados  ou qualquer outro de Orlando Augusto da Silva.
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Orlando Augusto da Silva  foi aluno da  Escola Industrial e Comercial de Faro, no início dos anos 60 do século XX.

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Biografia



Como biografia deste escritor algarvio publica-se o texto de João Leal da AAATC  escrito em sua homenagem aquando do seu falecimento:


Um “farense” nascido em Setúbal
Nascera há 87 anos na “cidade do rio azul”, Setúbal, mas desde sempre o conhecemos como um devotado e empenhado cidadão de Faro, a capital sulina onde tivemos a dita de acontecer no mundo.

Frequentámos, não obstante em diferentes tempos, a mesma Escola Secundária, a “nossa” Tomás Cabreira, então repartida entre a Rua do Município e o Largo da Sé, mas tudo na “Vila-a-Dentro”. Ambos tínhamos esta “doença” das letras, do escrever, do comunicar, não obstante o focado ter uma elevada matriz poética e a facilidade e beleza da arte de rimar, o que só nos tocou ao de leve.

Orlando Augusto da Silva, de seu nome completo, há semanas falecido, nesta sua “terra ” de opção e de coração, aqui se fixara menino e moço e dela não mais voltou a sair em definitivo, para criar todo um mundo de fraternas amizades, de exemplar família, de empreendedorismo inovador e altamente motivador, de uma actividade literária que se concretizou em diversas obras publicadas e com presença em várias antologias de “poetas dos PALOP’S”.

Foi sobretudo no sector da indústria do plástico que lançou novas realizações, impulsionando a economia local, com fábrica própria ali para o “Campo dos Blocos” (Bom João de Baixo) e estabelecimento comercial à mesma dedicado na Rua Filipe Alistão.

As suas netas, “as suas meninas” eram um dos temas prediletos e mais focados na arte de poetar, com uma linguagem cristalina, afetuosa e afetiva e aquela entrega plena que a todos cativava.

Conversador nato, cordial e franco, mantinha em elevado grau de sublimidade o sentido das fraternas relações, que cultivava com esmero e dedicação.

Cidadão de comportamento cívico testemunhante fez um reto e honesto caminho de vida que motivava um assumido e geral apreço.

Deixou-nos para todo o sempre e com ele foi abatida mais uma presença da resenha de cidadãos, a quem testemunhamos, como nascidos em Faro, o nosso apreço e admiração, por quantos não havendo vindo ao mundo nesta capital sulina, a amam como seus filhos.

Assim era o Orlando Augusto da Silva!


João Leal

in Crónica de Faro





Silva, Vitor

Vitor Silva - Cantor

A Lagartixa

[1]Quem nasceu p'ra lagartixa nunca chega a jacaré
     Há muitos que querem sê-lo mas não sabem como é
[1]
[2]Tanta gente a querer subir sem saber p'ra onde vai
[2]
[3]Uns sobem até cair outros andam num cai não cai
[4]É preciso ter coragem p'ra esta vida enfrentar
[5]Mesmo quem é lagartixa encontra nela um lugar
[6]Ai pois é, pois é, pois é, pois é
[1] [1]
[7]Minha vida fui levando de acordo com a maré
[7]
[8]posso não ser lagartixa nem tampouco jacaré
[9]há que ter muito cuidado mesmo sabendo nadar
[10]não se deve entrar na água sem ter pé p'ra lá chegar
[6]  [1] [1]
[11]Tanta gente nesta vida com sete pedras na mão
[11]
[12]Que nascendo lagartixa se fazem camaleão
[13]Não sei bem como conseguem fazer tal transformação
[14]Mas o certo é que parecem ser aquilo que não são
[6]  ...  [11] [11]  [12]  [13] [14]
[6]  [1] [1] [1] [1] [1] [1]

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Para participar no concurso "Cont'Arte Leitura Áudio 2020" pode ler o texto/letra acima ou qualquer outro do autor.

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Vitor Silva foi aluno da  Escola Industrial e Comercial de Faro nos anos 50 do século XX.

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Leia uma notícia sobre Vitor Silva no Blogue da AAAETC:
Andou na Escola connosco este costeleta de 64 anos e natural de Faro.
Era companheiro inseparável dos manos Octávio e António, dois gémeos que ganharam o prémio do Gaz Cidla, “uma chama viva onde quer que viva”.
Desde muito novo que se revelou no campo da música começando ... (notícia completa aqui).


Site oficial do Cantor Vitor Silva: http://www.cantorvitorsilva.pt/


Tapadinhas, Helena

        Duna Luna é toda a ilha de Faro. Graças a ela, uma parte do mar é uma laguna de águas calmas, entre a ilha e o continente. Só que o mar sempre reclamou aquele bocadinho de água salgada e Luna vive numa luta constante, movendo-se para cá e para lá. Sempre conseguiu vencê-lo. O que estaria a acontecer agora?

        Luna, a duna da praia de Faro, é irmã da duna Nuna e, tal como ela, sente comichão quando homens e animais caminham na praia com os pés descalços e com os dedos a fazer fosquinhas.
        No Verão, a Luna é um riso enorme e macio que se confunde com a rebentação das ondas, quando milhares de pés nus se passeiam sobre ela e quase morre de cócegas

in A Dança da Duna Luna

Helena Tapadinhas foi professora do Agrupamento Tomás Cabreira no início do século XX.






Trindade, Rosa

Devaneio em jeito de prefácio



Diariamente cumprimos um ritual que conduz à "cegueira", não permitindo apreender aquilo que nos rodela, lançando-nos numa apatia cultural. Foi a necessidade premente de mudança que norteou o projeto multidisciplinar inicialmente denominado "O Nome da Rua", desenvolvido por alunos e professores de artes da Escola Secundária de Tomás Cabreira, em Faro, ao longo de três anos letivos.

Pela sua situação geográfica, de grande acessibilidade pelo mar, Faro foi palco, ao longo dos séculos, de sucessivas invasões de vários povos, entre eles romanos e árabes, que nos deixaram vestígios da sua cultura e modos de vida. Sofreu, também, grandes devastações provocadas por fatores naturais (terramotos) e humanos (invasões que destruíram, pilharam e incendiaram a cidade). Apesar disso, o primitivo núcleo urbano, da Vila Adentro, em forma ovoide, conseguiu manter a sua estrutura medieval, ainda hoje visível no traçado das ruas, nas muralhas ou em algumas das vivências dos seus habitantes. Predomina, no entanto, uma arquitetura oitocentista de grande beleza, devido à reconstrução feita após a destruição provocada pelo terramoto de 1755, que devastou Lisboa e particularmente o Algarve. Este aglomerado, de características muito próprias, foi o objeto de estudo e espelha-se neste trabalho.

O desafio de estimular o olhar, o sentir e o saber, através da reflexão histórica, social e estética, valorizando a riqueza da nossa história em termos arquitetónicos e sociais, no sentido de defender e divulgar o património local à comunidade, esteve na base da criação de uma vasta gama de trabalhos relacionados com a Vila Adentro, apresentados numa exposição patente no Museu Municipal.

O envolvimento, a dedicação e o entusiasmo de alunos e professores no projeto "O Nome da Rua"  fê-lo crescer e extravasar os seus objetivos iniciais, apoderando-se das emoções, das sensações e das vivências locais, ultrapassando o trabalho de escola e transformando-se nesta obra abrangente "Vila Adentro — O Espírito do Lugar" que permite, não só, conhecer a história e usufruir do espaço mas, também, sentir a própria essência e espírito do lugar.

 Este livro vai para além da descrição do local captando a sua alma através de um percurso em que cada rua é apresentada por alguns dos seus alçados, pelo seu traçado, pela história da toponímia, por desenhos e fotografias manipulados de modo criativo, representando aspetos gerais ou pormenores dos espaços em estudo, criando um novo olhar sobre a "cidade velha" e permitindo, a quem vier a usufruir desta obra, descobrir a "realidade na fantasia..," As imagens são acompanhadas por textos sobre as características da rua e da sua arquitetura, sobre os sentimentos e emoções que delas emanam e com os testemunhos de quem lá viveu. Como complemento, a inclusão de um glossário permite, a quem não estiver sensibilizado para o tipo de terminologia técnica e de algum vocabulário mais popular utilizados no livro, sentir-se mais elucidado e, por consequência, esperemos, emocionalmente mais envolvido.


in Vila Adentro O Espírito do Lugar, página13

(Texto escrito em co-autoria com a Professora Dulce Bulha )

Biografia



Rosa Trindade foi professora da Escolas Secundária de Tomás Cabreira (fins do século XX e inícios do XXI).

Vieira, Henrique Freitas

Tomás Cabreira - Edição de 2008

Tomás Cabreira como professor

          "A par dos vastos conhecimentos científicos adquiridos nos seus cursos, cujas cadeiras de Matemáticas puras e aplicadas lhe imprimiam a mais rigorosa disciplina mental, leu os principais autores clássicos nacionais e estrangeiros, versou a História, a Sociologia, a Crítica de Arte. (...) Tão valioso cabedal de saber foi também enriquecido pelas viagens que realizou em Espanha, França, Itália, Suíça, Bélgica, Holanda, Áustria e Hungria, cujos monumentos e museus visitou minuciosamente, tendo ainda as facilidades provenientes de conhecer perfeitamente as línguas espanhola, francesa, italiana, inglesa e alemã. "(11)
"Tomás Cabreira foi igualmente um professor modelar. Seguiu o magistério por vocação e dedicação, contrastando com tantos outros que fazem desse sacerdócio um mesquinho frete. Desde muito novo, sendo ainda estudante de preparatórios ( equivalente ao actual ensino secundário ),
leccionava nos centros republicanos e, mais tarde, na antiga Associação Académica.
Quando começou a regera cadeira de Química Orgânica na Escola Politécnica, sentiu-se logo inteiramente à vontade, pela facilidade de exposição e pelo perfeito conhecimento da matéria. A dicção elegante, o timbre agradabilíssimo da voz, o porte distinto e a afabilidade de maneiras e, superior a essas qualidades pedagógicas, um admirável critério de equidade, depressa lhe atraíram a admiração e a simpatia de todos os alunos.
Foram dezoito as gerações académicas que receberam as suas lições, pois só não regeu enquanto foi parlamentar, e todas elas testemunham o seu alto mérito como professor.
É que Tomás Cabreira não ministrava só a sciência: incutia bondade, transmitia algo das excelências do seu espírito, sugeria correcção, cavalheirismo." (12)

Zambujal, Francisco


 Francisco Zambujal é  um autor Cont'Arte  de reconhecido  valor humano e artístico.  As caricaturas que realizou de vários ídolos desportivos publicadas no jornal "A BOLA" deram-lhe renome nacional.

Nesse contexto, remetemos para o link  dos arquivos da RTP  onde lhe é  rendida uma justa homenagem :

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/morreu-francisco-zambujal-caricaturista-de-desporto/

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Também do jornal Barlavento de 11 de setembro de 2010 transcrevemos alguns excertos do artigo "Faro celebrou a vida e obra de Francisco Zambujal (com fotos)", que pode ser lido na íntegra através do link:


https://www.barlavento.pt/arquivo/faro-celebrou-vida-e-obra-de-francisco-zambujal-com-fotos




"Já partiu há 20 anos, mas as suas qualidades como homem e artista ainda estão bem vivas na memória dos que o conheceram e daqueles que se divertiram com a sua obra. O caricaturista Francisco Zambujal foi homenageado em Faro, terra onde viveu desde muito novo e à qual nunca escondeu um profundo amor. Considerado como um dos pais da caricatura desportiva em Portugal e o melhor nesta área do século XX, Francisco Zambujal aliou a sua arte a outra paixão, à qual também se dedicou de corpo e alma: a educação. Durante décadas, foi professor do primeiro ciclo na escola de São Luís, na capital algarvia, tendo desempenhado igualmente funções do foro administrativo, altura em que ajudou a desenvolver a educação de adultos na região."
(...)
Também foi pintado ao vivo, no passado sábado, um mural, que será doado à escola básica de São Luís, onde o artista foi professor durante décadas.
(...)
A obra de Francisco Zambujal, que se notabilizou como caricaturista no jornal «A Bola», atravessou gerações e continua a fazer parte do imaginário comum dos portugueses. Mesmo depois do seu falecimento, continua a ser uma referência importante para os jovens artistas e para os estudiosos desta arte.
«Francisco Zambujal era um mestre do traço, que surgiu numa altura em que a caricatura caiu numa certa decadência», fruto de limitações impostas pelo regime de Salazar, disse.
«Era um pedagogo, que sabia o que cativava as pessoas e a forma de a elas chegar», disse Osvaldo de Sousa, o comissário das quatro exposições patentes e estudioso da obra do artista farense.
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Mas igualmente importante  mas menos conhecidas são as caricaturas feitas por Francisco Zambujal  de alguns seus colegas e professores seus contemporâneos que foram publicadas no jornal Açoteia e que aqui reproduzimos:

Zambujal, Mário










"Quem é?..."

Ficaram de olhos espetados na porta como se pudessem ver quem estava do outro lado. A campainha tocara por quatro vezes, apressada e suplicante,suspendendo as conversas. o bate-bate dos talheres, até as mandíbulas inertes a meia viagem da mastigação.
    "Quem é?..."
    "Sou eu, o Silvino!"
     Era uma voz miada, fininha, um sussurro que encheu a sala, um grito segredado.
     Os outros respiraram, num primeiro alívio, mas ainda na retranca: bom, era o Silvíno, vá lá, mas vinha tarde e trazia fogo no rabo. Em passos de sombra,silencioso e profissional, Renato chegou à porta, abriu-anuma brusquidão sem aviso, e o solicitante, encostado por fora, derramou-se ao comprido no soalho de cera da sala de jantar.
    "Onde estiveste? que andaste a fazer?"

     O grupo fitava-o numa mudez inimiga. "Peço desculpa de chegar tarde...", requereu, mas sabia que as coisas não ficavam assim, iam chateá-lo, armar-se em tribunal, ele a gramar o interrogatório e as fúrias...

in Crónica dos Bons Malandros


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    O assunto dominante das conversas é a casa, a ambicionada casa para uma vida em comum. Luciano Eduardo Falquete, técnico informático, coabita num T2 com o seu amigo Idalino José Favas, cozinheiro. Por outro lado, Flávia Peres Mendonça, enfermeira,vive em Carcavelos, com sua prima Valéria T. Vilas, fotógrafa.
    Em consequência, nem Luciano tem condições para levar a casa a namorada Flávia e deitar-se com ela, nem está ao alcance de Flávia acolher Luciano na casa que partilha com Valéria e fazerem vontades.
    Daí que os dois namorados aspirem a ter a sua própria casa. Tudo se resolveria se o cozinheiro Idalino emigrasse, ou algo assim, deixando o apartamento ao dispor de Luciano que de imediato passaria a morar com Flávia. Ou, na inversa, se a fotógrafa Valéria T. Vilas mudasse de residência, franqueando a entrada...

in Rodopio

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 Para participar no concurso "Cont'Arte Leitura Áudio 2020" pode ler um dos excertos acima ou outro de um dos muitos livros do escritor Mário Zambujal.

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 Mário Zambujal foi aluno das nossas escolas Técnica Elementar Serpa Pinto  e Industrial e Comercial de Faro nos anos 50 do século XX, onde frequentou o Ciclo Preparatório e o Curso Geral do Comércio.


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Biografia


Mário Zambujal
jornalista e escritor português, nascido em 1936, trabalhou na televisão e em jornais como A Bola, Diário de Lisboa e Diário de Notícias, em especial na área do desporto. Publicou vários livros de ficção: Crónica dos Bons Malandros, em 1980, que teve grande sucesso e deu origem a uma longa-metragem de Fernando Lopes; Histórias do Fim da Rua, em 1983; À Noite Logo se Vê, em 1986 e Talismã em 2015, entre outros."





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Publicamos de seguida algumas fotografias e o link para uma noticia no blogue da AAAETC que mostra imagens do 27º aniversário da associação:

  https://costeletasfaro.blogspot.com/2018/04/27-aniversario-da-associacao-costeleta.html



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E deixamos também uma fotografia e 2 links para blogues que a utilizam nas seguintes notícias:

 costeletasfaro.blogspot.com/2008/01/costeletas-vip_25.html
e
 http://adefesadefaro.blogspot.com/2009/08/homenagem-franklin-marques.html


Café Acordeon, 1954,

Entre outros: em cima da esquerda para a direita com o braço levantado: Jaime da Torre Brito e Joaquim Marreiros Bandarra. Em baixo pela mesma ordem: José Francisco Raimundo, Mário Zambujal, Vidal Moreno, Francisco Zambujal, Casimiro de Brito, Franklin Marques e Jacinto Gonçalves.
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Autores da Tomás - Fotos e legenda

 


Linha 1: Afonso, José [Zeca]; Anjos, Eva; Barcoso, Cristina; Barracha, Margarida; Barriga, Luís; Berger, Maria Alexandrina Chaves; Brito, Casimiro; Bulha, Dulce; 

Linha 2: Cabreira, Tomás; Cabrita, Sotero; Campião, Luís; Coroa, Emílio Campos; Costa, Manuel Inocêncio; Cunha, Norberto; Évora, Fernando; Felizardo, Maria Graciete; 

Linha3: Fraqueza, Maria José; Gomes, Neto; Gonçalves, Eduardo Brazão; Haussmann, Adolf; Inocêncio, Pedro; Leal, João; Lyster Franco, Carlos; Lyster Franco, Mário;

Linha 4: Magalhães, Joaquim; Marques, Franklin; Neto, Teodomiro; Nunes, Pedro; Olívio, Tito; Pacheco, Rosária; Pessanha, Fernando; Pinto, Alexandre Serpa.

Linha 5: Pires, Conceição; Porfírio, Carlos; Quaresma, Amílcar; Rocha, Lutília Gonçalves; Rodrigues, Joaquim; Romana, Maria; Sarmento, Fátima Morais; Silva, Aníbal Cavaco;

Linha 6: Silva, Carlos; Silva, Orlando Augusto da; Silva, Vitor; Sousa, João Brito; Trindade, Rosa; Viegas, Marcelino; Zambujal, Francisco; Zambujal, Mário.



Fotos e capas de livros de autores da Tomás.