Listamos nesta página antigos alunos e professores das nossas escolas que pretendemos incluir no Cont'Arte ao longo do presente ano letivo.
👤 Tomás Ramos - Mestre Canteiro. Foi Aluno da Escola Pedro Nunes.
Fundador, no ínicio do século XX, de um atelier de desenho e artes na Escola Profissional e Artística de Pedro Nunes (na rua do município em Faro).
"O obelisco de Faro foi executado nas oficinas do mestre canteiro Tomaz Ramos, situadas na rua Miguel Bombarda. Canteiro que encheu a cidade da mais artística pedra que a cidade de Faro se pode orgulhar, em construções do início do século XX, a partir do obelisco, como as cantarias do palácio Fialho (Santo António do Alto), fachada do café Aliança, palacete Belmarço, plinto do monumento a João de Deus, palacete Guerreirinho, entre outros. Ainda Mestre Tomaz Ramos (que foi aluno da Escola Pedro Nunes) deixou, na Cidade dos Mortos (Cemitério da Esperança), um testemunho artístico funerário do maior relevo, desde o mausoléu ao diplomata Amadeu Ferreira d’Almeida, entre dezenas de esculturas religiosas, no mesmo cemitério." in Teodomiro Neto e Adolf Haussmann.
👤 Ezequiel Pereira - Professor na Escola Pedro Nunes (Século XIX e XX?).186871943
"Não podemos ignorar que todo esse desenvolvimento artístico em pedra e ferro se ficou devendo aos Mestres da Escola Pedro Nunes, atelier de desenho e artes, escola profissional e artística fundada em Faro, em 1888, em edifícios da actual rua do Município, desde o austríaco citado, do obelisco de Faro, professor Ezequiel Pereira,(1905A1915)ao pintor e director da escola, que foi Carlos Augusto Lyster Franco." in Teodomiro Neto e Adolf Haussmann.
👤 Costinha - António Costa - Pintor
"N. em Faro em 1894. F. na mesma cidade em 1977. Estudou no Seminário de Faro. Alistou-se no exército aos 16 anos. Foi combatente na Grande Guerra 1914/1918. Figura típica da cidade. Conhecido como “O Garoto de Paris” e “O Charlot de Faro”, consoante os fatos que trajava com maior rigor. Fez da pintura sua profissão. Decorou vários estabelecimentos comerciais. Agraciado pela Câmara Municipal e atribuído o seu nome a esta rua. Pctª Artur Costa (Pintor)" in http://www.uf-faro.pt/toponimia/pracetas.pdf
"Convém acrescentar que além de ser figura "marcante" com a sua fantasia carnavalesca [Charlot], o Artur Costa era de certeza o homem que mais "marcou" a cidade de Faro. Com efeito, ele foi o autor da quase totalidade dos letreiros com o nome dos estabelecimentos Comerciais do Burgo". in Faro - Figuras e factos em meados do século XX de Eduardo Brazão Gonçalves.
👤 Eduardo Brazão Gonçalves.
Aluno da Escola Industrial e Comercial de Faro e do Liceu de Faro.
Na Escola, o Dr. José de Sousa Uva, que no ensino da língua francesa utilizava um método muito pessoal, com sinais diferentes a tinta vermelha para assinalar o que eram substantivos, adjectivos, verbos, etc., o Dr. Urbano, o Dr. Palaré e o artista pintor Dr. Carlos Lyster Franco. Fui aluno deste em aulas de português numa sala, interior e muito escura, onde ele aguardava os alunos dizendo continuamente enquanto íamos entrando: "Pss! Vá!" e durante as aulas o aviso "Atitudes correctas!".
👤 Jorge Tavares
Texto de Jorge Tavares
"Vou contar, neste e em próximos textos, algumas situações por que passei enquanto aluno da nossa Escola: Aula de dactilografia e alguns factos introdutórios:
Mestre Carolino, são-brasense de gema, carácter vincado pela sua naturalidade serrenha, pessoa de difícil trato.
Os meus 13 anos acabados de fazer, não permitiam uma saudável relação com os rompantes imprevisíveis do Mestre.
Colocar os dez dedos no teclado da máquina de escrever, que previamente tinha sido separado por uma cartolina, dividindo o "H C E S A R O P Z", e escrever com todos eles, particularmente com o mínimo, não era fácil. O mestre, com os seus quase dois metros de altura, cara sisuda e impenetrável, obrigava-nos a cumprir escrupulosamente os seus ensinamentos. Entrei para a primeira classe e o meu pai entregou-me um fio de ouro com uma cruz, que havia pertencido a minha mãe, já falecida, que sempre usei e ainda hoje uso. Certa dia, em plena aula, usava então a camisa com mais um botão desabotoado, porque estávamos no Verão, o que permitia ver o dito fio e a respectiva cruz, e sentado na carteira, com a Underwood na minha frente, vi que o mestre Carolino descia do estrado e vinha na minha direcção, de dedo espetado e de feições ainda mais carregadas. Imagine-se como tremi de medo, sem saber o que se iria passar. Quando chegou à minha beira, tocando na cruz e com voz de "barítono", disse: Sabes que isso é uma ostentação e por conseguinte, não representa qualquer acto de fé?!
De seguida, desabotoou a sua camisa no peito, e apontando para si próprio, perguntou-me: O que vês?
Atrapalhado, algo engasgado e a medo, respondi: Mestre, não vejo nada. De pronto contrapôs: Pois tenho aqui uma cruz, muito maior que a tua e de verdadeira fé.
Com o seu regresso ao estrado, finalmente acalmei e, garanto-vos que nunca mais levei a camisa desabotoada, para a aula de dactilografia.
Hoje, louvo este mestre. Muito embora nos tenha ensinado de forma austera, todos lhe reconhecemos as suas virtudes, quando ao tempo teclavamos a máquina de escrever e hoje, teclamos o computador. Não é fácil teclar com todos os dedos, especialmente o mínimo. Nós aprendemos! Obrigado Mestre Carolino."
Publicada por Associação Antigos Alunos Escola Tomás Cabreira em 3/13/2008
Biografia
Nasceu em Faro
segundo as suas palavras:
"Nasci na Horta das Figuras, naquele edificio com arcadas à beira do Teatro das Figuras. Sou montanheiro de nascença e cidadino desde os primeiros meses de idade quando os meus pais resolveram vir morar para Faro"
Aluno da Escola Industrial e Comercial de Faro (50-56)
Frequentou o 1º Ano do ICL
Como membro da associação dos AAAETC fez a proposta para apoiar a publicação da obra de João Leal, outro associado conhecido jornalista da cidade:
"A nossa Associação e todos nós individualmente, devemos pugnar para que a Vereação da Cultura do Município de Faro patrocine o João, para que possa deixar em livro, esta riqueza cultural sobre a nossa cidade.
Aos costeletas dirigentes da Associação e a todos os presentes direi que seria um excelente legado e um contributo valiosíssimo que deixaria aos futuros Costeletas, à cidade e à História.
Pela minha parte deixo desde já a minha incondicional disponibilidade para participar nas diligências necessárias para que este Projeto se possa tornar uma realidade."
Publicada por Associação Antigos Alunos Escola Tomás Cabreira em 12/29/2016
Jorge Tavares a ler a sua proposta no Almoço Costeleta de Natal
No mesmo site de "Os Costeletas"está um interessante texto sobre o poeta Sabino, poeta popular de Faro e seu amigo pessoal onde partilha a dedicatória feita pelo próprio poeta quando lhe ofereceu o seu livro "A Minha Paixão":
“Sendo eu já velhinho
O meu livro nasceu agora
Fica órfão o pobrezinho
Quando eu me for embora”
Faleceu em Lisboa a 1 de Agosto de 1993





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