sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Rosa, José António Pinheiro e


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          Simples ermida curada em 1518, a igreja de Santa Bárbara de Nexe é muito mais antiga do que isso, pois apresenta alguns elementos góticos, como gótico é o precioso relicário da Padroeira. Por isso não repugna atribuir-lhe como época de construção a primeira metade do século XV. Claro que muitas modificações tem levado ao longo da sua existência.
         Vemos-lhe hoje uma frontaria simples, encimada por um frontão de fantasia terminado por cruz de ferro, tendo nas duas extremidades as estátuas da Caridade e da Esperança. Porta com ornatos laterais terminada por frontão triangular em cujo tímpano há um escudo com o símbolo iconográfico de Santa Bárbara (uma torre entre .duas palmas enlaçadas por uma fita onde se lê: Santa Bárbara de Nexe 1893). Evidentemente a data refere-se à construção da porta, porque a frontaria em geral e todo o exterior devem ter sido remodelados logo depois de 1763, visto que o Visitador desse ano manda que se concertem os alpendres da igreja, se alargassem as frestas e «que no óculo que fica por cima da porta principal se lhe pique o lavor do meio que impede a entrada da luz». Suspeito que ineptamente se mandou destruir alguma formosa rosácea... com a petrofobia característica daquele século. E o resto devem ter sido as reparações dos estragos do terremoto de 1755, em que a igreja «sofreu alguma ruína na frontaria, torre e uma das naves».
         Sobre o escudo da porta devia haver uma coroa que foi partida. Faz sequência à porta uma janela do mesmo gosto e, certamente, da mesma época.
À direita de quem olha, à face da fachada, fica a torre sineira, a qual tem frestas quadradas e é de quatro olhais. O seu primeiro corpo tem cunhais de cantaria. O segundo cunhais fingidos. O eirado é de cimalhas elevadas em semicírculo com fogaréus aos cantos. A cobertura é em cúpula terminada por um botão e catavento.
           Ao longo da fachada lateral esquerda, uma casa que serviu de residência paroquial. Nas traseiras há dois contrafortes antigos com suas gárgulas. Do outro lado, encostaram à igreja uma casa, que tira muito da graça ao grande adro.
          A porta lateral tem a data: 1805. Junto dela havia duas pedras sepulcrais. Dizia a primeira: «Aqui jaz Joaquim de Brito nasceu a 22 de Outubro de 1880 e faleceu a 25 de Abril de 1882. José de Brito nasceu a 21 de Novembro de 1881 e faleceu ... de 1882».
           Dizia a segunda: «Aqui jaz o jovem António ... ... Alves da Costa
nasceo a 24 de Janeiro de 1863 faleceu a 19 de Agosto de 1881».
         Estas pedras, pelo recente calcetamento, foram removidas para o cemitério.
        Nas paredes do Templo, várias cruzes de via-sacra, em pedra.

In A Igreja de Santa Bárbara de Nexe, página 3 e 4



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Biografia


 José António Pinheiro e Rosa foi professor na  escola Industrial e Comercial de Faro nos anos 60 e 70 do século XX. 

 Nasceu em Faro a 5 de Maio de 1908  e faleceu na mesma cidade em 2 de Janeiro de 1995.
Foi um religioso, compositor, professor e escritor português.
Estudou no Seminário Diocesano de Faro, tendo sido nomeado como presbítero em 1930. Continuou nesta instituição, onde ensinou durante alguns anos, tendo igualmente exercido como capelão da Misericórdia de Faro, e como chanceler da Câmara Eclesiástica.
Notabilizou-se como organista e compositor, tendo produzido várias músicas religiosas, e como estudioso da arte sacra no Algarve, tendo organizado várias exposições sobre este tema, destacando-se uma em Faro no âmbito das Comemorações Centenárias de 1940, e a Exposição do Escapulário, em 1951.
Passou posteriormente ao estado laical, tendo casado, com autorização do Papa Paulo VI, com Violina de Maria Marreiros, da qual teve dois filhos.
Participou em diversos congressos, destacando-se a sua intervenção no II Congresso Algarvio, em 1951. Como historiador, publicou vários livros, e colaborou, em seu nome ou com pseudónimos, na imprensa algarvia. Também exerceu como explicador, e ensinou no Colégio Gil Eanes, em Lagos, e na Escola Tomás Cabreira, em Faro.
Ocupou igualmente a posição de director dos Museus Municipais de Faro e da Biblioteca Municipal, tendo sido o responsável pela reorganização destas instituições, e fundou e dirigiu os Anais do Município de Faro.
        

Sarmento, Fátima Morais [Maria Mattos]

   

Abril — Sinais da Memória

       A estrada fugia aos seus pés, o carro parecia voar com pressa de chegar ao seu destino. A velocidade do seu dia-a-dia continuava a comandá-lo mesmo quando se deslocava ao seu último refúgio para descansar da vida apressada que vivera anos a fio. O médico fizera-lhe um ultimato, dera-lhe poucas alternativas, por isso, Gabriel só pensava em voltar às suas origens, à casa dos avós maternos na Trofa. Fora lá que vivera toda a sua infância, a sua adolescência e sonhara com imensas coisas que nunca chegaram a acontecer. Ali estava ele, só e solitário, a necessitar de parar para que o seu pobre, mas grande coração, tivesse um pouco de paz e trabalhasse a um ritmo mais lento.

        Enquanto isso, o mundo tinha andado suspenso com a Guerra do Iraque, com as manifestações de contestação à guerra que se fizeram ouvir por todo o lado e com a opinião pública que tinha ganho importância política. Os argumentos a favor e contra tinham sido imensos, mas alguns dos prognósticos não se tinham verificado. O dia nove de Abril era o dia de todas as emoções, ele também travava a sua guerra pessoal, interior, sentindo apreensão, angústia, medo, expectativa e incertezas.

in Memórias do Olhar e do Sentir, página 9



Biografia

Maria Mattos é professora da  Escola Secundária Tomás Cabreira desde meados da segunda década do século XXI 
                                                     
       Maria  Mattos  nasceu em Aveiro, viveu a adolescência e parte da idade adulta em Lisboa.   Licenciou-se na Universidade Nova de Lisboa em LLM-Estudos Portugueses e leciona a disciplina de Português no ensino secundário.
     A escrita foi sempre uma grande paixão e aos 13 anos já confidenciava ao papel as suas maiores inquietações e memórias. Desde cedo que tentava perceber o porquê das coisas, sentindo-se sempre atraída pelo que lhe era estranho e longínquo. Busca, incessantemente,o sentido da vida e tenta ligar entre si as várias experiências que vai vivenciando. Sente-se impelida a estudar e a conhecer assuntos de cariz filosófico e místico.
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   Memórias do Olhar e do Sentir é um relato de vidas, passadas e presentes, de um homem, de uma família, de um país e de um mundo.
      A narrativa inicia-se em Abril de 2003 e termina na noite de Natal do mesmo ano.
      Gabriel é um homem solteiro de 40 anos, engenheiro bem sucedido, que passa a maior parte do seu tempo no estrangeiro devido ao trabalho.
       Um problema de coração obriga-o a fazer uma pausa na sua vida agitada. Como vive na capital, a mãe sugere-lhe que vá descansar para o casarão da família, no norte do país, que ele tinha herdado após a morte da avó. Durante a semana que passa no casarão, recorda a infância e a adolescência, as memórias despertam-lhe sentimentos que julgava perdi-dos, mas que apenas estavam adormecidos dentro de si.
       Ao buscar-se a si próprio, revive a história dos seus antepassados e resolve mudar por completo a sua vida. Apaixona-se pela sobrinha do seu melhor amigo, uma mulher de 22 anos, com que vem a casar.   Ao modificar o seu quotidiano, altera o futuro de todos os que o rodeiam que também se reencontram com o verdadeiro sentido da existência


 in Memórias do Olhar e do Sentir, contracapa

Silva, Carlos






Os Herdeiros de Septem       














 Numa noite fria de outono, três mulheres – Maria, Marta e Manuela -, testemunham um fenómeno inexplicável e nove meses depois, elas tornam-se mães… Carlos, Alexandre e Diogo crescem juntos e, apesar de serem muito diferentes, partilham um segredo que os mantém unidos como irmãos…
           Carlos é um intelectual, leva uma vida calma e independente, até que subitamente a vida dele se transforma num pesadelo... Alexandre é vil e ganancioso, vive uma relação tempestuosa com a mãe e com o pai que, repentinamente, desaparece. O seu maior desejo é desposar Amanda e alcançar o que nenhum homem alguma vez julgou ser possível…
           Diogo é vizinho de Ofélia, uma mulher elegante e extremamente poderosa que aprecia a companhia dele. Contudo, ao reencontrar a encantadora Amanda, ele descobre um novo sentimento… Será que Amanda e Diogo vão ser felizes? Ou o fim dela é cair nos braços de Alexandre? E que aspiração é essa que Alexandre tanto deseja e que nenhum homem alcançou? 
             As respostas a estas e outras questões encontram-se nas linhas desta narrativa, onde o mundo da ficção se mistura com a realidade que, tem tanto de belo como de complexo.


In Os Herdeiros de Septem
                                      
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Notas biográficas:


Carlos Silva foi professor de Filosofia na Escola Secundária Tomás Cabreira no ano 2017-2018

Carlos Silva nasceu na Figueira da Foz em outubro de 1974. Casou em 2002 com Anabela Costa Pereira, com quem teve uma filha, Joana Pereira da Silva. Estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e licenciou-se em Filosofia. Na sua juventude, sempre se fez acompanhar de livros, porém, só mais tarde é que despertou para a escrita. Foi professor no ensino secundário e publicou o seu primeiro romance em 2012 com o título A Última Pérola do Oceano e em 2014 publicou Os Herdeiros de Septem



Silva, Cavaco

Aníbal Cavaco Silva




Apesar das dificuldades, guardo boas recordações do tempo de estudante em Faro. Ainda hoje mantenho contactos amigos com companheiros dessa época e, quando olhamos para trás, é com muita alegria que o fazemos. As partidas que pregávamos no trajeto do comboio, os jogos de bola, matraquilhos, bilhar e pingue-pongue, as corridas no jardim da Alameda, contíguo à escola, com que ocupávamos as horas mortas antes e depois das aulas, tudo isso nos traz à memória uma espécie de inocência que as gerações actuais terão dificuldade em compreender. Tornei-me um exímio jogador de pingue-pongue e integrei a equipa da minha escola, que defrontava outras escolas do Algarve. O professor de Educação Física, Américo Nunes da Costa, um verdadeiro amigo da «malta», instigou em mim o gosto pela prática do desporto  e ainda hoje faz parte do grupo de amigos dessa época.


in Autobiografia Política de Aníbal Cavaco Silva





Biografia


 Cavaco Silva professor, político, 1º ministro, Presidente da República foi  aluno do AETC (Escolas Serpa Pinto e Industrial e Comercial de Faro) nos anos 50 do século XX.

       Aníbal Cavaco Silva, nascido a 15 de julho de 1939, em Boliqueime, Loulé. É casado com Maria Alves da Silva Cavaco Silva. O casal tem dois filhos e cinco netos.
         Foi o 19º Presidente da República Portuguesa entre 2006 e 2016.
        Licenciado em Finanças pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, Lisboa, e doutorado em Economia pela Universidade de York, Reino Unido. Foi docente do ISCEF, Professor Catedrático da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa e Professor Catedrático na Universidade Católica Portuguesa.
         Foi investigador da Fundação Calouste Gulbenkian e dirigiu o Gabinete de Estudos do Banco de Portugal. Exerceu o cargo de Ministro das Finanças e do Plano em 1980-81, no Governo do Primeiro-Ministro Francisco Sá Carneiro, e foi Presidente do Conselho Nacional do Plano entre 1981 e 1984. Presidiu ao Partido Social Democrata (PSD) entre maio de 1985 e fevereiro de 1995.
         Foi Primeiro-Ministro de Portugal entre 1985 e 1995. Foi um protagonista ativo no processo de construção europeia, assumindo papel central em algumas grandes decisões, influenciando as opções inscritas no Tratado de Maastricht e garantindo a adesão do escudo ao Sistema Monetário Europeu, criando condições para a integração de Portugal no primeiro grupo de países da moeda única europeia.
        Doutor Honoris Causa pelas Universidades de York (Reino Unido), La Coruña (Espanha), Goa (Índia), León (Espanha) e Heriot-Watt (Edimburgo, Escócia), e membro da Real Academia de Ciências Morais e Políticas de Espanha, do Clube de Madrid para a Transição e Consolidação Democrática, da Global Leadership Foundation e do Instituto Internacional de Finanças Públicas.

in wook.pt

Bibliografia

 O Mercado Financeiro Português em 1966, 
Economic Effects of Public Debt, 
Política Orçamental e Estabilização Económica, A
Política Económica do Governo de Sá Carneiro, 
Finanças Públicas e Política Macroeconómica,
As Reformas da Década, Portugal e a Moeda Única, 
União Monetária Europeia, Autobiografia Política, Volumes I e II, e 
Crónicas de Uma Crise Anunciada.

As intervenções mais importantes produzidas como Primeiro-Ministro
 Cumprir a Esperança (1987), 
Construir a Modernidade (1989), 
Ganhar o Futuro (1991), 
Afirmar Portugal no Mundo (1993) e 
Manter o Rumo (1995). 

 As intervenções mais importantes produzidas como Presidente da República
Roteiros I a X.


http://www.agr-tc.pt/sitesantigos/cavaco-silva-antigoaluno-artigo2002-revista-focus/

http://www.agr-tc.pt/sitesantigos/cavaco-silva-antigo-aluno-artigo2008-revista-focus/







Silva, Orlando Augusto da



lnsónia

O sono encurta
E a noite alonga,
Então sou náufrago
No mar obscuro da insónia
Onde o farol da vida
Ilumina o confuso
E confunde o presente
Que se afunda nas águas
Negras e profundas
Do pensamento confundido,
Nos destroços do naúfrágio
Deste mar de maré viva
Se afunda o real
E se perde a flor de sal.


P'la manhã outra miragem,
Olho defronte
Vejo a paisagem
Outro horizonte ...

&&&

Enfim

É mais efémero o ruido
Do aplauso
Que o silêncio da ternura,
Um permanece no olvido,
Outro fica quedo, perdura.


Orlando Augusto da Silva
IN "Flores e folhas de mim"
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Para participar no concurso "Cont'Arte Audioleitura 2020" pode ler um dos poemas acima publicados  ou qualquer outro de Orlando Augusto da Silva.
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Orlando Augusto da Silva  foi aluno da  Escola Industrial e Comercial de Faro, no início dos anos 60 do século XX.

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Biografia



Como biografia deste escritor algarvio publica-se o texto de João Leal da AAATC  escrito em sua homenagem aquando do seu falecimento:


Um “farense” nascido em Setúbal
Nascera há 87 anos na “cidade do rio azul”, Setúbal, mas desde sempre o conhecemos como um devotado e empenhado cidadão de Faro, a capital sulina onde tivemos a dita de acontecer no mundo.

Frequentámos, não obstante em diferentes tempos, a mesma Escola Secundária, a “nossa” Tomás Cabreira, então repartida entre a Rua do Município e o Largo da Sé, mas tudo na “Vila-a-Dentro”. Ambos tínhamos esta “doença” das letras, do escrever, do comunicar, não obstante o focado ter uma elevada matriz poética e a facilidade e beleza da arte de rimar, o que só nos tocou ao de leve.

Orlando Augusto da Silva, de seu nome completo, há semanas falecido, nesta sua “terra ” de opção e de coração, aqui se fixara menino e moço e dela não mais voltou a sair em definitivo, para criar todo um mundo de fraternas amizades, de exemplar família, de empreendedorismo inovador e altamente motivador, de uma actividade literária que se concretizou em diversas obras publicadas e com presença em várias antologias de “poetas dos PALOP’S”.

Foi sobretudo no sector da indústria do plástico que lançou novas realizações, impulsionando a economia local, com fábrica própria ali para o “Campo dos Blocos” (Bom João de Baixo) e estabelecimento comercial à mesma dedicado na Rua Filipe Alistão.

As suas netas, “as suas meninas” eram um dos temas prediletos e mais focados na arte de poetar, com uma linguagem cristalina, afetuosa e afetiva e aquela entrega plena que a todos cativava.

Conversador nato, cordial e franco, mantinha em elevado grau de sublimidade o sentido das fraternas relações, que cultivava com esmero e dedicação.

Cidadão de comportamento cívico testemunhante fez um reto e honesto caminho de vida que motivava um assumido e geral apreço.

Deixou-nos para todo o sempre e com ele foi abatida mais uma presença da resenha de cidadãos, a quem testemunhamos, como nascidos em Faro, o nosso apreço e admiração, por quantos não havendo vindo ao mundo nesta capital sulina, a amam como seus filhos.

Assim era o Orlando Augusto da Silva!


João Leal

in Crónica de Faro





Silva, Vitor


Vitor Silva - Cantor

A Lagartixa

[1]Quem nasceu p'ra lagartixa nunca chega a jacaré
     Há muitos que querem sê-lo mas não sabem como é
[1]
[2]Tanta gente a querer subir sem saber p'ra onde vai
[2]
[3]Uns sobem até cair outros andam num cai não cai
[4]É preciso ter coragem p'ra esta vida enfrentar
[5]Mesmo quem é lagartixa encontra nela um lugar
[6]Ai pois é, pois é, pois é, pois é
[1] [1]
[7]Minha vida fui levando de acordo com a maré
[7]
[8]posso não ser lagartixa nem tampouco jacaré
[9]há que ter muito cuidado mesmo sabendo nadar
[10]não se deve entrar na água sem ter pé p'ra lá chegar
[6]  [1] [1]
[11]Tanta gente nesta vida com sete pedras na mão
[11]
[12]Que nascendo lagartixa se fazem camaleão
[13]Não sei bem como conseguem fazer tal transformação
[14]Mas o certo é que parecem ser aquilo que não são
[6]  ...  [11] [11]  [12]  [13] [14]
[6]  [1] [1] [1] [1] [1] [1]

                                       
             
Vitor Silva foi aluno da  Escola Industrial e Comercial de Faro nos anos 50 do século XX.

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Leia uma notícia sobre Vitor Silva no Blogue da AAAETC:
Andou na Escola connosco este costeleta de 64 anos e natural de Faro.
Era companheiro inseparável dos manos Octávio e António, dois gémeos que ganharam o prémio do Gaz Cidla, “uma chama viva onde quer que viva”.
Desde muito novo que se revelou no campo da música começando ... (notícia completa aqui).


Site oficial do Cantor Vitor Silva: http://www.cantorvitorsilva.pt/


Tapadinhas, Helena

       

















 Duna Luna é toda a ilha de Faro. Graças a ela, uma parte do mar é uma laguna de águas calmas, entre a ilha e o continente. Só que o mar sempre reclamou aquele bocadinho de água salgada e Luna vive numa luta constante, movendo-se para cá e para lá. Sempre conseguiu vencê-lo. O que estaria a      acontecer agora?

        Luna, a duna da praia de Faro, é irmã da duna Nuna e, tal como ela, sente comichão quando homens e animais caminham na praia com os pés descalços e com os dedos a fazer fosquinhas.
        No Verão, a Luna é um riso enorme e macio que se confunde com a rebentação das ondas, quando milhares de pés nus se passeiam sobre ela e quase morre de cócegas

in A Dança da Duna Luna

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           Numa madrugada em que se tinha cerrado uma nortada seca, o Matias resolveu fazer-se ao mar. Coisa estranha, pois havia que tempos que não saía. O reumá­tico tolhia-o às tensas de Maria Júlia e, mesmo quando se sentia capaz, a maior parte das vezes não encontrava companha. Mas naquela madrugada, ali estava ele, em­bora sem isco nem bucha, nem petromax, nem sequer ajuda, coisas que estranhei mas que ainda assim não me impediram de me chegar à chata e embarcar como sem­pre costumara fazer. Espantei-me que o velho me tenha ordenado:

— Alfaiate...vai pra terra!

Nunca tal tinha acontecido! De modo que ele teve de repetir a ordem e só à terceira é que obedeci, embora contrariado, pois tive a certeza de que ali havia coisa.



in Alfaiate, página 59


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  • Notas biográficas

Nasceu em 1969, em Luanda (Angola). Formou-se em ensino de Biologia e Geologia na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e é mestre em Criatividade pela Universidade de Santiago de Compostela (Espanha).

Implementou o Programa Regional de Educação Ambiental pela Arte (PREAA) na Direção Regional de Educação do Algarve, entre 1997 e 2011, com a dinamização de projetos em rede, onde o imaginário é porta de entrada para o estudo do território. «Operação Lágrimas Negras» e «Contos do Mago — narrativas e percursos geológicos» são exemplos de ciclos temáticos PREAA com forte impacto no exercício da cidadania.

É professora bibliotecária e embaixadora do Programa de Educação Estética e Artística (PEEA), da Direção Geral da Educação (Ministério da Educação). Desempenhou cargos como dirigente associativa na Liga para a Proteção da Natureza (LPN), Algarve e na Ideias do Levante, Associação Cultural. Autora de diversos projetos de teatro, narração oral, música, fotografia e literatura, tem trabalhos publicados nas áreas de educação, ciência, ambiente e arte. Foi distinguida com o «Prémio Literário Santos Stockler», da Câmara Municipal de Lagoa, na edição de 2017.


Helena Tapadinhas foi professora do Agrupamento Tomás Cabreira no século XX.


  • Bibliografia























« Operação Lágrimas Negras » e « Contos do Mago - narrativas e percursos geológicos » são exemplos de ciclos temáticos PREAA com forte impacto no exercício da cidadania.
Os Contos do Mago: narrativas e percursos geológicos são dez contos literários infantis, um por concelho algarvio, que, em conjunto, contam a história geológica do Algarve aos mais pequenos, subordinado ao tema «Contos e Lendas do Algarve». Projeto coordenado pela Direção Regional de Educação do Algarve.

Índice :

1- Bailado do Talude
2- O Maior Puzzle do Mundo
3- Chuva de Nuteixo
4- O Caso do Oceano Remendado
5- Concurso de Sismos
6- A Princesa de Gesso
7- Sereia Seixa
8- Nascem Nuteixos
9- A Dança da Duna Luna
10- Asas da Lontra Bernardina






Trindade, Rosa

Devaneio em jeito de prefácio



Diariamente cumprimos um ritual que conduz à "cegueira", não permitindo apreender aquilo que nos rodela, lançando-nos numa apatia cultural. Foi a necessidade premente de mudança que norteou o projeto multidisciplinar inicialmente denominado "O Nome da Rua", desenvolvido por alunos e professores de artes da Escola Secundária de Tomás Cabreira, em Faro, ao longo de três anos letivos.

Pela sua situação geográfica, de grande acessibilidade pelo mar, Faro foi palco, ao longo dos séculos, de sucessivas invasões de vários povos, entre eles romanos e árabes, que nos deixaram vestígios da sua cultura e modos de vida. Sofreu, também, grandes devastações provocadas por fatores naturais (terramotos) e humanos (invasões que destruíram, pilharam e incendiaram a cidade). Apesar disso, o primitivo núcleo urbano, da Vila Adentro, em forma ovoide, conseguiu manter a sua estrutura medieval, ainda hoje visível no traçado das ruas, nas muralhas ou em algumas das vivências dos seus habitantes. Predomina, no entanto, uma arquitetura oitocentista de grande beleza, devido à reconstrução feita após a destruição provocada pelo terramoto de 1755, que devastou Lisboa e particularmente o Algarve. Este aglomerado, de características muito próprias, foi o objeto de estudo e espelha-se neste trabalho.

O desafio de estimular o olhar, o sentir e o saber, através da reflexão histórica, social e estética, valorizando a riqueza da nossa história em termos arquitetónicos e sociais, no sentido de defender e divulgar o património local à comunidade, esteve na base da criação de uma vasta gama de trabalhos relacionados com a Vila Adentro, apresentados numa exposição patente no Museu Municipal.

O envolvimento, a dedicação e o entusiasmo de alunos e professores no projeto "O Nome da Rua"  fê-lo crescer e extravasar os seus objetivos iniciais, apoderando-se das emoções, das sensações e das vivências locais, ultrapassando o trabalho de escola e transformando-se nesta obra abrangente "Vila Adentro — O Espírito do Lugar" que permite, não só, conhecer a história e usufruir do espaço mas, também, sentir a própria essência e espírito do lugar.

 Este livro vai para além da descrição do local captando a sua alma através de um percurso em que cada rua é apresentada por alguns dos seus alçados, pelo seu traçado, pela história da toponímia, por desenhos e fotografias manipulados de modo criativo, representando aspetos gerais ou pormenores dos espaços em estudo, criando um novo olhar sobre a "cidade velha" e permitindo, a quem vier a usufruir desta obra, descobrir a "realidade na fantasia..," As imagens são acompanhadas por textos sobre as características da rua e da sua arquitetura, sobre os sentimentos e emoções que delas emanam e com os testemunhos de quem lá viveu. Como complemento, a inclusão de um glossário permite, a quem não estiver sensibilizado para o tipo de terminologia técnica e de algum vocabulário mais popular utilizados no livro, sentir-se mais elucidado e, por consequência, esperemos, emocionalmente mais envolvido.


in Vila Adentro O Espírito do Lugar, página13

(Texto escrito em co-autoria com a Professora Dulce Bulha )

Biografia

Rosa Trindade foi professora da Escolas Secundária de Tomás Cabreira (fins do século XX e inícios do XXI).

Vieira, Henrique Freitas


Excerto do Livro Tomás Cabreira  de Henrique Freitas Vieira, editado pela Escola Secundária de Tomás Cabreira de Faro e publicado  em 2008, ano  de Comemorações:  90 da morte do Patrono,  100 do  Edifício e 120 de Escola.

Tomás Cabreira como professor


          "A par dos vastos conhecimentos científicos adquiridos nos seus cursos, cujas cadeiras de Matemáticas puras e aplicadas lhe imprimiam a mais rigorosa disciplina mental, leu os principais autores clássicos nacionais e estrangeiros, versou a História, a Sociologia, a Crítica de Arte. (...) Tão valioso cabedal de saber foi também enriquecido pelas viagens que realizou em Espanha, França, Itália, Suíça, Bélgica, Holanda, Áustria e Hungria, cujos monumentos e museus visitou minuciosamente, tendo ainda as facilidades provenientes de conhecer perfeitamente as línguas espanhola, francesa, italiana, inglesa e alemã. "
"Tomás Cabreira foi igualmente um professor modelar. Seguiu o magistério por vocação e dedicação, contrastando com tantos outros que fazem desse sacerdócio um mesquinho frete. Desde muito novo, sendo ainda estudante de preparatórios ( equivalente ao actual ensino secundário ),
leccionava nos centros republicanos e, mais tarde, na antiga Associação Académica.
Quando começou a regera cadeira de Química Orgânica na Escola Politécnica, sentiu-se logo inteiramente à vontade, pela facilidade de exposição e pelo perfeito conhecimento da matéria. A dicção elegante, o timbre agradabilíssimo da voz, o porte distinto e a afabilidade de maneiras e, superior a essas qualidades pedagógicas, um admirável critério de equidade, depressa lhe atraíram a admiração e a simpatia de todos os alunos.
Foram dezoito as gerações académicas que receberam as suas lições, pois só não regeu enquanto foi parlamentar, e todas elas testemunham o seu alto mérito como professor.
É que Tomás Cabreira não ministrava só a ciência: incutia bondade, transmitia algo das excelências do seu espírito, sugeria correcção, cavalheirismo." 

Zambujal, Francisco

 

  • Francisco Manuel Marvão Gordilho Zambujal

Moura, 15/03/1935 - Faro, 12/04/1990

Professor. Caricaturista. Cartoonista. Aluno das escolas  "Técnica Elementar Serpa Pinto" e "Industrial e Comercial de Faro", antecessoras da escola Tomás Cabreira nos anos 50 do século XX, onde frequentou o Ciclo Preparatório e o Curso Geral do Comércio. Foi, durante 33 anos, professor na Escola EB1 de S. Luís, do Agrupamento Tomás Cabreira.

 

  • Notas Biográficas

Francisco Zambujal, para além de aluno e professor em escolas do nosso agrupamento foi também coordenador da Direção Geral da Educação de Adultos.

Foi um dos mais famosos caricaturistas / cartoonistas de Portugal, colaborou em diversos jornais locais e nacionais e com "a sua entrada em 1963 para a redação de A Bola, transformou-se em caricaturista “profissional”, impondo-se como um ícone do humor desportivo, um cronista da história de três décadas do desporto em Portugal".


  • Algumas Obras de Francisco Zambujal

- Colecção de Cromos d'A Bola - Caderneta de cromos - 1978-1979
- Génios da Bola - Caderneta de cromos - 1978/7199
- Arte e futebol - Caderneta de cromos - 1979/1980
- Ídolos de Portugal - Caderneta de cormos - 1980/1981
- Caricaturas e Fotos, Mundial de Futebol Espanha - Caderneta de cromos - 1982


  

- Coleção de cromos d'A bola (visual gráfico): Caricaturas e mini-cromos: duas colecções numa só!!!, 1979. (Na Biblioteca Nacional)

- Selecção de Todos Nós (visual gráfico), 1984 - Compre o disco... E ganhe uma viagem a frança! / polygram discos ; (design) Francisco Zambujal. (Na Biblioteca Nacional)

- Francisco Zambujal : o homem, o farense, o pedagogo, o mestre da caricatura, 2010 (grafismo e texto de Osvaldo Macedo de Sousa ; des. Franciso Zambujal. - Faro : Humorgrafe, 2010. - 328 p. : il. ; 16 x 16 cm. - Bibliografia, p. 326). (Na Biblioteca Nacional)

- Francisco Zambujal : o mestre da caricatura desportiva: exposição integrada no 13º Salão Moura BD 2003 (de Osvaldo Macedo de Sousa ; coord. Carlos Xarrama Rico. - Moura : Câmara Municipal, 2003. - 96 p.). (Na Biblioteca Nacional)


Veja mais sobre Francisco Zambujal nos seguintes links:

- 1990 - Vídeo/Notícia (1m:50s) da RTP com a legenda "Morreu Francisco Zambujal, caricaturista de desporto do jornal "A Bola", reconhecido pelo seu trabalho a nível internacional".

- 2010 - Artigo sobre uma homenagem a Francisco Zambujal onde se pode ler que no âmbito da imprensa nacional, a sua atividade não foi apenas no jornal A Bola visto que "podemos encontrar trabalhos seus nos jornais noticiosos "O Século", "Correio da Manhã", "Diário de Notícias", "Expresso", "123 revista" "Sul Desportivo" e com uma presença mais significativa no "Sete", "O Jornal" e "Pão com Manteiga".


- 2020 - No blogue AAAETC, João Leal afirma sobre os manos Zambujal que "Talvez o mais singular trabalho por ambos realizado fosse o jornal de parede «O CAMARADA», órgão do 2°4 ª do Curso Geral de Comércio, da Escola Industrial e Comercial de Tomás Cabreira, no ano letivo de 1952/53".



- 2001 - Trabalho académico "Breve panorâmica sobre a Caricatura em Portugal" que afirma que: Francisco Zambujal é "um mestre do humor desportivo"; "A linha estética de Zambujal é o raphaelismo"; e que Em Zambujal pode-se perceber a linha-base do raphaelismo, doseada pelo modernismo da segunda geração, com os condimentos pessoais, que lhe dão um traço inconfundível".


- 2004 - Mário Zambujal numa entrevista a aind.pt fala do seu irmão Francisco Zambujal e diz.  "O Francisco Zambujal era uma personalidade fantástica! Tínhamos apenas um ano de diferença de idades e fazíamos jornais de parede. Eu fazia o texto e ele os bonecos. E tínhamos desde miúdos um grande gosto neste tipo de actividade." e "Sim, uma tradição de infância, pois muito novos começámos a fazer jornalismo. Para além disso, naqueles exercícios a que hoje se chama uma composição, e que na altura se chamava uma redacção, nas escolas promovia-se o gosto pela escrita".

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Café Acordeon, 1954,

Entre outros: em cima da esquerda para a direita com o braço levantado: Jaime da Torre Brito e Joaquim Marreiros Bandarra. Em baixo pela mesma ordem: José Francisco Raimundo, Mário Zambujal, Vidal Moreno, Francisco Zambujal, Casimiro de Brito, Franklin Marques e Jacinto Gonçalves.

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http://adefesadefaro.blogspot.com/2009/08/homenagem-franklin-marques.html